28/11

laura e seus atrevimentos; allan e seu rojão; pedro e suas palavras bonitas; maria e suas risadas escandalosas; mila e seu 'você não escreveu na minha camiseta :@'.

acho que a minha ficha ainda não caiu.

última semana de aula.

e por mais que esteja rezando pra terminar de vez a escola, já sinto uma leve saudade antecipada.
aiai...

92,5.

'Tirei 92,5 na redação do ENEM. Só isso só'. Parabéns, você realmente foi bem! Mas precisa falar nesse tom de superioridade? Como se só você soubesse fazer aquela redação toda programada. 5 parágrafos, 8 linhas (10 no máximo). Pois fique sabendo que existem outras pessoas que também conseguem, porém, diferente de você, preferem escrever com o coração, sem pensar no que o vestibular quer, sem ter que ficar se preocupando com cada detalhe sobre tal notícia que aparece no jornal. Os detalhes que esses 'outros' procuram estão no simples da vida -por mais clichê que seja-. Estão em pessoas, em milagres, em sentimentos. Estão em cada milímetro de vida e de sonho.

conversa de botas batidas.

Tia Cris chega na sala, escondendo uma flor e a passa -não tão- disfarçadamente para meu avó. Ele a pegou, disfarçando menos ainda, e a levou em direção à minha . Então, disse:
-Ô mulher, trouxe essa flor pra você. Peguei no meu canteiro, no meu canteiro!
Minha , por sua vez, deixou transparecer um sorriso e aceitou a flor. E ao pegá-la...
-Ai! Tá com espinhos!
-Igual você. Uma flor com alguns espinhos.


Achei graça! Minha vó tem o costume de nunca ceder demais, e meu avô nunca leva a briga-de-mentira a sério. Depois, um sempre acaba rindo do outro e meu vô sempre mandando beijos.

eu trocaria a eternidade por essa noite.

dessa vez, cumpri todas as promessas. tanto as que fiz para mim, quanto a que fiz pra você.
quando cheguei, já fui logo te procurando, mas você estava lá em cima. tentei me distrair (ou não), mas meus olhos estavam sempre atrás de você. e, se você olhasse de volta, já era motivo de mil suspiros.
o show já estava acabando, e minha festa nem havia começado. foi então que você disse que iria, para minha felicidade.
quando estávamos sentados naquela esquina, a única coisa que meu coração pedia era para não soltar da sua mão, que eu procurava sempre que possível, mesmo que fosse só com o dedinho. 'põe a mão aqui', 'encosta em mim', 'que?'. não queria que aquele momento terminasse nunca.
já estava tarde, você tinha que ir. seguimos, de mãos dadas, com os poucos assuntos que nos restavam -embora eu gritasse por dentro todas as palavras que estão em mim até agora-. paramos e eu te abracei, não tinha a coragem de fazer nada além do que já havia sido feito, e seguimos.
de repente, me vi (de novo), ao seu lado:
-espera.
-diga.
-vem aqui.
fechei os olhos e os abri rapidamente. fui me aproximando, você me deu o rosto, piscava os olhos e tentava dizer algo. não aguentei! encostei minha boca na sua, e me senti, naqueles rápidos (demorados) segundos, viva. me virei e sai andando, senti medo. medo gostar ainda mais de você.
você me deu um abraço de tchau, seguido do seu 'clássico' beijinho.
quando estávamos indo pro carro, eu até dancei bate-cabeça, gritei, sorri.
agora tá tudo diferente -ou igual antes de tudo isso acontecer-, mas tudo bem. só de lembrar, já fico feliz da vida, e você não precisa fazer nada. é que, pelo menos por um dia, me arrumei na sua confusão.