Carlos Drummond de Andrade.

'este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.'



*SÓ mesmo a minha irmã para me mandar uma mensagem como essa em plena madrugada. *-*
fiquei revoltada com a sua falta de consideração. tá certo que eu já sabia que não viria, mas pensei que fosse ao menos tentar.
e também quero saber o porquê do 'e você?' sendo que não há o menor interesse em saber. trate de ser mais sincero comigo, ouviu bem?

'antônio fazia de karina cinema pros olhos dele'

e eu faço de você cinema pros meus -mesmo que seja nos sonhos!

para h.

nos conhecemos na infância. você tinha 6 anos, um par de olhos bem escuros (e um pouco puxados) e era branco como neve. eu tinha 4 anos, uma barriguinha que ficava empinada e um corte chanel com franjinha (clássico!). nossos pais eram amigos, estudávamos na mesma escola e tínhamos primos em comum. nessa época, encontrei meu primeiro amor: você! lembra daquele meu aniversário que pedi pro 'com quem será...' ser com você? você quase morreu de vergonha e foi se esconder.
anos se passaram e eu te 'reencontrei' no basquete. no começo, você não queria saber de papo. não me abraçava e só me dava socos. com o tempo, começamos a conversar mais e você até me abraçava -mas continuava com os temidos socos! HM-. Assim, você se tornou, de novo, o meu primeiro: meu melhor amigo.
não entendo porque não nos vemos mais, não nos falamos mais. sei que parte da culpa é minha, mas a outra parte é sua. assuma! naquela sua 'despedida', ao me beijar na testa e dizer coisas bonitas (o que raramente acontecia), senti que não íamos nos separar mais. até que o tempo me provou o contrário.
você foi/é importante demais, eu sinto sua falta. em um domingo qualquer, a gente bem que podia ir comer um lanche -como era de praxe-, né? vê se aparece, compro até os pães recheados!

ps: sabe aquela carta que te dei? então, os sentimentos contidos nela continuam os mesmos (e não venha falar que é puxa-saquismo! haha).
ps2: eu sei que seu aniversário já passou, mas eu não pude vir postar. enfim! é meu presente. :D