Carlos Drummond de Andrade.

'este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.'



*SÓ mesmo a minha irmã para me mandar uma mensagem como essa em plena madrugada. *-*
fiquei revoltada com a sua falta de consideração. tá certo que eu já sabia que não viria, mas pensei que fosse ao menos tentar.
e também quero saber o porquê do 'e você?' sendo que não há o menor interesse em saber. trate de ser mais sincero comigo, ouviu bem?

'antônio fazia de karina cinema pros olhos dele'

e eu faço de você cinema pros meus -mesmo que seja nos sonhos!

para h.

nos conhecemos na infância. você tinha 6 anos, um par de olhos bem escuros (e um pouco puxados) e era branco como neve. eu tinha 4 anos, uma barriguinha que ficava empinada e um corte chanel com franjinha (clássico!). nossos pais eram amigos, estudávamos na mesma escola e tínhamos primos em comum. nessa época, encontrei meu primeiro amor: você! lembra daquele meu aniversário que pedi pro 'com quem será...' ser com você? você quase morreu de vergonha e foi se esconder.
anos se passaram e eu te 'reencontrei' no basquete. no começo, você não queria saber de papo. não me abraçava e só me dava socos. com o tempo, começamos a conversar mais e você até me abraçava -mas continuava com os temidos socos! HM-. Assim, você se tornou, de novo, o meu primeiro: meu melhor amigo.
não entendo porque não nos vemos mais, não nos falamos mais. sei que parte da culpa é minha, mas a outra parte é sua. assuma! naquela sua 'despedida', ao me beijar na testa e dizer coisas bonitas (o que raramente acontecia), senti que não íamos nos separar mais. até que o tempo me provou o contrário.
você foi/é importante demais, eu sinto sua falta. em um domingo qualquer, a gente bem que podia ir comer um lanche -como era de praxe-, né? vê se aparece, compro até os pães recheados!

ps: sabe aquela carta que te dei? então, os sentimentos contidos nela continuam os mesmos (e não venha falar que é puxa-saquismo! haha).
ps2: eu sei que seu aniversário já passou, mas eu não pude vir postar. enfim! é meu presente. :D

28/11

laura e seus atrevimentos; allan e seu rojão; pedro e suas palavras bonitas; maria e suas risadas escandalosas; mila e seu 'você não escreveu na minha camiseta :@'.

acho que a minha ficha ainda não caiu.

última semana de aula.

e por mais que esteja rezando pra terminar de vez a escola, já sinto uma leve saudade antecipada.
aiai...

92,5.

'Tirei 92,5 na redação do ENEM. Só isso só'. Parabéns, você realmente foi bem! Mas precisa falar nesse tom de superioridade? Como se só você soubesse fazer aquela redação toda programada. 5 parágrafos, 8 linhas (10 no máximo). Pois fique sabendo que existem outras pessoas que também conseguem, porém, diferente de você, preferem escrever com o coração, sem pensar no que o vestibular quer, sem ter que ficar se preocupando com cada detalhe sobre tal notícia que aparece no jornal. Os detalhes que esses 'outros' procuram estão no simples da vida -por mais clichê que seja-. Estão em pessoas, em milagres, em sentimentos. Estão em cada milímetro de vida e de sonho.

conversa de botas batidas.

Tia Cris chega na sala, escondendo uma flor e a passa -não tão- disfarçadamente para meu avó. Ele a pegou, disfarçando menos ainda, e a levou em direção à minha . Então, disse:
-Ô mulher, trouxe essa flor pra você. Peguei no meu canteiro, no meu canteiro!
Minha , por sua vez, deixou transparecer um sorriso e aceitou a flor. E ao pegá-la...
-Ai! Tá com espinhos!
-Igual você. Uma flor com alguns espinhos.


Achei graça! Minha vó tem o costume de nunca ceder demais, e meu avô nunca leva a briga-de-mentira a sério. Depois, um sempre acaba rindo do outro e meu vô sempre mandando beijos.

eu trocaria a eternidade por essa noite.

dessa vez, cumpri todas as promessas. tanto as que fiz para mim, quanto a que fiz pra você.
quando cheguei, já fui logo te procurando, mas você estava lá em cima. tentei me distrair (ou não), mas meus olhos estavam sempre atrás de você. e, se você olhasse de volta, já era motivo de mil suspiros.
o show já estava acabando, e minha festa nem havia começado. foi então que você disse que iria, para minha felicidade.
quando estávamos sentados naquela esquina, a única coisa que meu coração pedia era para não soltar da sua mão, que eu procurava sempre que possível, mesmo que fosse só com o dedinho. 'põe a mão aqui', 'encosta em mim', 'que?'. não queria que aquele momento terminasse nunca.
já estava tarde, você tinha que ir. seguimos, de mãos dadas, com os poucos assuntos que nos restavam -embora eu gritasse por dentro todas as palavras que estão em mim até agora-. paramos e eu te abracei, não tinha a coragem de fazer nada além do que já havia sido feito, e seguimos.
de repente, me vi (de novo), ao seu lado:
-espera.
-diga.
-vem aqui.
fechei os olhos e os abri rapidamente. fui me aproximando, você me deu o rosto, piscava os olhos e tentava dizer algo. não aguentei! encostei minha boca na sua, e me senti, naqueles rápidos (demorados) segundos, viva. me virei e sai andando, senti medo. medo gostar ainda mais de você.
você me deu um abraço de tchau, seguido do seu 'clássico' beijinho.
quando estávamos indo pro carro, eu até dancei bate-cabeça, gritei, sorri.
agora tá tudo diferente -ou igual antes de tudo isso acontecer-, mas tudo bem. só de lembrar, já fico feliz da vida, e você não precisa fazer nada. é que, pelo menos por um dia, me arrumei na sua confusão.

a semana inteira.

Sorriso: Isa.
Mãos: Pedro.
Olhar: Nat.

salve-se quem puder.

ontem já acordei ouvindo buzinas, rojões e aqueles caminhões -que, diga-se de passagem, não falavam de propostas, do que podia ser feito para melhorar a cidade, a única coisa que passavam eram mensagens para provocar o outro candidato-, não conseguia nem falar com a minha prima no telefone devido à esse fato. porém, tivemos a sorte de ir à um show em outra cidade, um dos mais bonitos e mais intensos que já fui. enfim!
hoje, primeira vez que voto, pedi companhia para ir até a escola votar. minha tia foi comigo e me explicou como se votava. na entrada, vi meu candidato à vereador. escolhi ele pelo simples motivo de sua honestidade. também contou o fato de ser uma pessoa de bem, que tem princípios e ideais (e parece ir atrás deles) e é estudado. ele não se coligou com nenhum dos candidatos à prefeito, o que ganhou pontos ao meu ver.
à respeito dos dois candidatos à prefeito em minha cidade, pode-se dizer que os dois roubavam, um descaradamente e o outro por debaixo do pano e em maior quantidade. um não tinha verba, e nem argumentos, para fazer uma boa campanha, o outro fez uma campanha milionária, pagando muitas pessoas para segurarem sua bandeira e até pagou gasolina para pessoas irem em sua passeata! um não fez praticamente nada -mas sua mulher deu uma (bem) pequena melhorada na educação-, o outro tapou os buracos. mas que beleza, não? assim, anulei meu voto. me dirigi até a cabine só para votar no vereador.
passei na bruna, e fui pra minha vó. estavam todos na sala, apreensivos, esperando o resultado. sem nem saber o porquê daquilo, afinal, todos sabiam que daria na mesma se um ou outro ganhasse. o vencedor foi o tal que tapou os buracos, odiei o resultado. não queria que nenhum dos dois tivesse ganhado, mas seria impossível. só que esse fulano traiu meu pai, o que faz a revolta ser maior.
outro motivo de revolta foi do meu candidato à vereador não ter se elegido. ele foi o sexto mais votado, porém não tinha se coligado à outros partidos e o quociente não foi o suficiente. no lugar dele está uma pessoa que nem estudos tem e que, provavelmente, vai ser uma marionete na mão dos velhacos políticos. também está um dito cujo que vendeu-se por trinta mil reais, outro que está a mil anos (roubando) na câmara, outro que se julga dono da verdade e da moral -vive falando de ecologia e é coordenador da minha escola, contradizendo-se por nunca ter nos levado à um passeio ecológico-. ah! a maioria dessas pessoas, são aquelas que vivem de política, gente suja mesmo.

isso é um mero desabafo, eu realmente estou p*** da vida. queria que o povo aprendesse a votar!

por onde andei.

no show do paralamas, nando reis e daniela mercury com direito a chuva pra lavar a alma! :D

carta da irmã.

'Domingo é o dia da família, hoje, mais do que nunca.

Nós já encontramos mil teses para a provável divisão de alma/ coração, mas hoje, em um clique, descobri o que faz centenas de quilômetros serem um eterno abraço de calmaria. O que nos aproximou tão fielmente é o pequeno (e brilhante) detalhe de sermos integralmente sonhos. Sonhamos tanto que não distinguimos o que é realidade de fantasia. A vontade de sonhar se tornou necessidade, vital para conseguir continuar. Não sabemos como, nem quando, tampouco o porquê. Só sonhamos cada centímetro de vida. E foi por sonhar que o carinho e admiração provaram que somos irmãs. E ninguém poderá me dizer o que é impossível ou o que tem data determinada para acabar, pois prometo que nosso pacto familiar é sagrado.

Ps: A casa tá vazia, o rádio não quer cantar, mas o amor nunca está ausente, assim como você nunca está. Te amo, Ir.'

desanuviar:

de.sa.nu.vi.ar(des+anuviar) vtd 1 Dissipar as nuvens de, limpar de nuvens. vpr 2 Esclarecer-se o céu, limpar-se de nuvens (o céu, o tempo): "Desanuviou-se o céu" (F. Fernandes). vtd e vpr 3 Desassombrar(-se), serenar(-se): Desanuviar o rosto. A prece desanuviou seu coração daquela amargura. O seu aspecto, até aí carregado, desanuviou-se. Var: desnuviar.

.

uma situação havia sido resolvida. mas, depois dela, você se afastou ainda mais. eu lutei contra mim mesma pra não deixar essa 'história' pra lá, pra não deixar 'tudo' ir pelos ares.
você, estranhamente, é a saudade mais bonita que já tive. é uma pena nada ter acontecido.agora acho que cansei, e, quando menos esperei, alguém apareceu e trouxe um coração novinho em folha, um coração encantador. e como já dizia amarante 'até quem me vê lendo jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei'. é, parece que eu já nem consigo disfarçar.
quem sabe, depois disso, não tenha a coragem de te contar sobre o que me acontecia.
só te digo mais uma coisa: quero guardar essa saudade pra sempre, você tá bem quentinho no meu coração, pra sempre.
'só levo a saudade, morena, é tudo que vale a pena'

acho que vou explodir de tanta saudade!

às três e oito.

a aula já havia terminado, mas, pelo que percebi, ele queria ficar mais.
ela se sentou na cadeira, já eu me sentei na mesa, ao lado dele.
ele começou a ler os geniais poemas de Manuel Bandeira.
quando ele lia os de amor, eu me imaginava com você.
quando ele lia os de morte, eu pensava que estava perdendo tempo, que devia viver cada minuto (por mais clichê que isso seja).
ela não sabia se ria ou se ficava séria.
começamos a conversar sobre comportamentos e sobre arte.
fomos todos embora. eu fui com ela, de bicicleta.
eu pensei durante o caminho, cheguei a conclusão de que o que mais quero na vida é amor, seja com você ou com qualquer outra pessoa.

achado.

'Tudo o que eu quero é descansar, ficar quieta, ganhar carinho de mãos bonitas, talvez ouvir piano.'

o que foi, o que fica.

o tapete vermelho e marinho já não cobre mais o chão da sala;
as cortinas beges já não impedem a claridade de fora entrar pra dentro;
os quadros já não deixam a sala mais bonita;
as roupas e os sapatos já não fazem parte do guarda-roupa.

o que fica: as lembranças e as flores que um dia fui regar.

no telefone.

i: ou, o que você tá fazendo?
n: aí, vendo tv. já vi a programação inteira.
i: e eu que não agüento mais ouvir uma música? já enjoei de todas. tô pintando a unha de vermelho.
n: nossa, nem me fala. eu também não agüento mais. hoje tava no trem e começou a tocar aquela música que um velho canta 'eu sou bailarina (8)'. meu, eu que sou menina nova não sou bailarina, e aquele velho, é? ah, pelo amor de Deus. que raiva. tô com raiva da nova brasil.
i: mas eu não consigo mais escutar nem as músicas que gosto.
n: eu também não. mas certeza que se alguém chegar em mim e falar que tal música é bonita, eu vou gostar. não tenho personalidaaaaade. tava no metrô com a lala e fiz uma careta, ela disse que você fazia.
i: Jesus, mas eu tava falando com a minha mãe e ela falou que eu tô falando igual você. sou copiooooona.
n: eu que sou. preciso entrar numa bolha pra me encontrar.
i: eu preciso ir pra uma ilha, filha. é demais pra mim. tô pintando a unha de vermelho. (?)
n: gente, mas eu só faço o que os outros fazem, só gosto do que os outros gostam.
i: você acha que eu não? pára, cansei. não vou mais tomar banho.
n: eu também não vou, filha.
i: aí, mas eu não vou mais me depilar.
n: mas eu também não. vou virar uma macaca. não vou mais fazer nada, se alguém me der 'bom dia', eu mando tomar no cú.
i: e eu vou me isolar no quarto e baixar o cd dos racionais pra ver se me enquadro nesse tipo de música.
n: vai baixar o cd como se vai estar no quarto? hdiuashdias certeza que vai fazer um computador de papel e vai baixar.
i: faço, ué. *um minuto de silêncio* ou, tô pensando, eu te idolatro. certeza que no meu quarto tem um lugar com foto sua.
n: Deus do céu, eu que te idolatro. tem um altarzinho aqui com foto sua.
i: aaaaaah, não agüento. acho que minha risada só é sem som porque vi alguém rindo assim.
n: ou, mas sério, eu faço tudo que os outros fazem. não sei mais quem sou, devo ser chata.
i: você acha que eu devo ser o que?
(...)
i: vamos fazer algo diferente no final de semana.
n: mas os planos não saem do papeeeeeeeel.
*tu tu tu tu tu*
i: meus créditos acabaram.
n: não precisa chorar. eu quero algo extraordinário! (?)
i: eu também quero.
(...)
i: que raiva da estrada. beijo, telefone.
n: que?
i: que raiva da estrada.
n: nossa, mas você misturou tudo.
i: não, eu falei porque a estrada é que estraga.
n: é mesmo. pisa nela, xinga ela.
i: vou dar uma cuspida nela. agora preciso ir. te folha.
n: te *algo identificável*
i: beijo, telefone.
n: beijo, abajur.



foi mais ou menos assim. mas com voz de choro, e fazendo muito mais drama. é até pecado!

um pequeno deslize,

pode levar tudo pelos ares.
assim que chegou, voou água para todo lado. estava vibrante. sorria e se mostrava um guerreiro, aquele que tinha acabado de ganhar a glória depois de lutar contra tudo e contra todos.

disse que não se arrependia de nada que havia feito na vida, mas que esse, com certeza, era o melhor momento entre tantos outros e que queria aproveitá-lo.

subiu na pequena (grande, imensa!) escada. não conseguia ficar parado. mexia as mãos, umedecia a boca, piscava os olhos e quase sem querer deixava escapar alguns sorrisos. recebeu o ouro, este foi colocado em seu pescoço, caindo sobre seu peitoral. antes da bela música começar a tocar e a bandeira começar a subir, ele não resistiu e tocou no ouro, aproveitando para olhar, para admirar. no meio da música, ele não se conteve e caiu nas lágrimas. tentava secá-las, mas elas -que continham toda emoção e toda felicidade- não paravam de cair. foi uma cena linda, me enchi de orgulho de alguém que nem conheço.

esse foi o primeiro ouro, tanto do Brasil nas Olimpíadas como da natação brasileira. quem o recebeu foi César Cielo Filho. algumas pessoas nem sequer sabiam quem era o rapaz em questão, quiçá, nem lembravam que havia alguém além de Thiago Pereira competindo pelo Brasil na natação.

no nosso país, não há incentivo algum para o esporte. acho até injusto cobrar os atletas, que só são valorizados pela família e por amigos. até conseguir patrocínio, até ser reconhecido, precisa se esforçar muito.

queria deixar isso registrado aqui porque me emociono demais com essas coisas, principalmente com atletas que choram. e também por ter ficado contente que o sacrifício (afinal, abrir mão de quase tudo por uma coisa incerta é um sacrifício) de um brasileiro valeu à pena.

uma carta pra você.

tô na aula de geografia, mas a única coisa que sei é que o professor está falando sobre a região nordestina -isso porque está na lousa. cá estou, escutando as músicas mais lindas e pensando em tudo que te disse e em tudo que deixei de te dizer. pensando também no que fiz, no que deixei de fazer e no que devo fazer.

ontem, antes de dormir, fiz mil perguntas para a laura, mas já sabia que as respostas só existiam no meu coração.

(fui interrompida. falaram que o som estava alto demais. agora abaixei, espero que não tenha mais problemas).

sempre tento entender o porquê. bobagem! pois é só uma questão de sentir. o que queria era que nossos passos nos levassem à uma dança, não importa como. nesse momento, nem a minha respiração, que fica ofegante quando estou com você, ia me constranger.

quando estamos longe, a hora não passa. os ponteiros insistem em ficar no mesmo lugar. já nos (pouquíssimos e imprevisíveis) dias que estamos 'juntos' as horas voam, "escorrem pelas mãos".

começou a tocar 'canção pra você viver mais' e eu sei que você gosta dela. só fez com que a vontade de estar com você aumentasse. (por incrível que pareça, quando terminou essa música, a bateria acabou).

enfim, fiquei feliz que veio falar comigo naquela terça. minha vontade era de sair pulando/dançando pela casa. espero resolver o que falta para poder ir te buscar no emprego e te abraçar e cantar e amar e tentar. depois eu sei que posso até ficar acabada durante meses, anos -drama!. mas vou deixar o depois pra mais tarde.

tenho desejos maiores, eu quero beijos intermináveis!


ps: carta escrita ontem, na escola. até pensei em mandar, mas sempre invento um 'mas'.

sobre você.

...em perder noites de sono, só pra te ver dormir.

é verdade. fomos feitos em épocas e lugares incrivelmente diferentes, e só com um terrível milagre para unirmos, mesmo que por segundos intermináveis, ou horas (dias, meses, anos) fugazes. nem ao menos nossos sentimentos conseguem se ritmar. meu coração grita por algumas (poucas) palavras suas, ou até mesmo um leve sussurro sem canções de amor, só um sopro de vida. já o seu coração eu nem sei certamente onde está. a única certeza é que está sofrendo, pois está na contramão, longe do meu.

talvez a culpa seja minha, por naquela noite não ter me arriscado por um quase beijo, mal sabe que fiquei intermináveis noites planejando cada detalhe. nem a lua escapou do meu plano, ela também, assim como você e eu, tinha lugar marcado nessa incrível peça, talvez um longa, e sem nenhum problema poderia ser um curta. (um filme qualquer que imaginei assistir ao seu lado, só para sentir sua respiração na minha, e seu coração ser meu).

mas talvez a culpa também seja sua, por não ter notado minhas 526 pistas (acho que foram muitas outras que nem eu notei) e por ter me confundido com seus sinais.

ou talvez, de nenhum dos dois.

e da próxima vez que nos encontrarmos você vai entender meu silêncio constrangedor, e minha luta para achar um lugar pra repousar minhas mãos, minha respiração eufórica.

"sonho tanto com esse momento" e parece que vou continuar sonhando até conseguir criar coragem para me arriscar "por um segundo teu no meu".


texto escrito pela amiga-irmã Natalie, que me deu o texto e disse que escreveu por sentir e pela descrição que muitas vezes fiz sobre você e sobre momentos que planejei pra nós.

me sinto perdida, já não sei mais o que fazer. cada dia que passa um novo 'plano' faz morada em minha mente, em meu coração. quero saber qual deles vai me fazer encontrar a saída desse labirinto que se chama sentimento. queria logo cortar todas as supostas barreiras -que só existem na minha cabeça- para encontrar a saída.

mas só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu espero conseguir aceitar o que passou o que virá. só por hoje vou me lembrar que sou feliz.

um viva para a bruna.

ela pegou todo mundo de surpresa, mas encheu esse 'todo mundo' de orgulho.

hoje:

ficar em casa e assistir filme; saudade de poucos e vontade de fugir pra qualquer lugar que afaste a sensação de que está tudo fora do lugar.

juno.

acabo de assistir juno. achei lindo! mas teve um problema: você não estava aqui.

lembra que a gente tinha combinado de assistir juntos? pois então, você não veio e eu nem sei onde está agora.


antes de tocar a música que escutava quando pensava em você, o pai da Juno disse algo muito bonito e importante para ela, senti que foi pra mim também. ele disse:

Na minha opinião, o melhor que você pode fazer é encontrar uma pessoa que a ame exatamente pelo que você é. Bem-humorada, mal-humorada, feia, bonita, atraente, seja o que for. A pessoa certa vai achar que você é perfeita. Com essa pessoa vale a pena ficar.

por mais que eu queira um final feliz para nós, como o da Juno e do Bleeker, e por mais que eu já tenha decorado a letra de 'anyone else but you' para cantar com você, acho que as coisas não se saíram como eu esperava (e desejava). talvez, um dia a gente possa ter um começo feliz para ter o lindo final, mas acho que hoje (infelizmente) você não é a 'pessoa certa' para mim e eu não sou a 'pessoa certa' para você. e só eu sei como é difícil lidar com isso.



não sei como vou estar -e o que vou sentir- amanhã, se vou continuar pensando isso ou se vou mudar de opinião. por enquanto, vou deixar tudo assim, amanhã é outro dia e o que tiver que ser, será.


para Nat.

oi, amiga-irmã.

não é de agora que sinto a vontade imensa de te escrever algo.

ficar na sua casa durante um dia e meio, foi quase uma vida. me encantei com tudo e me senti em casa. sua mãe e os carinhos dela me encantaram, assim como as conversas do seu pai e os agrados do vitor. eu encontrei uma nova família na sua família, e espero que tenha encontrado uma nova família na minha família.

começo a lembrar que foi tudo tão rápido. em dois dias você já sabia tudo (ou pelo menos quase tudo) de mim, da minha vida. e você, na primeira vez que me viu, já chegou fazendo graça e pulando no meu pescoço pra dar o abraço que até hoje guardo em mim. a gente era tão preocupada do entusiasmo de começo de amizade acabar, mas, pelo menos para mim, ele só aumentou. cada dia que passa maior fica a vontade de te ver e de cuidar de você. porque é isso que faço e sempre vou fazer: cuidar de você.

sabe, eu sinto um alívio tão grande por saber que mesmo na saudade, você não está ausente. você é uma das poucas pessoas que se importa com as minhas coisas e uma das poucas coisas que tem dado certo para mim. acho que nem se quisesse teria como te agradecer por cada pequeno gesto seu, que me dão uma felicidade sem tamanho. é por essas e (tantas!) outras, que não vou deixar essa amizade ser mais uma 'fase', vou fazer de tudo pra isso ser pra sempre e mais um pouco.

como você já sabe, cada palavra que diz (até as bobeiras) são ouvidas pelo meu coração. não imagino meus dias sem você, sem ouvir você contar sobre os amores e sobre todas as outras coisas que acontecem.

tenho a certeza de que você é meu presente de Deus desse ano. afinal, sempre que olho pra você, fico feliz. você me traz paz e me enche de orgulho, nat. tão bom poder me dividir em alguém como você, nunca pensei que encontraria alguém tão parecida comigo. mas graças a Deus encontrei e essa pessoa é você, acho sorte demais pra uma pessoa só.

me desculpa se algum dia fiz algo que não gostou, tenho tanto medo de te decepcionar. afinal, não é todo mundo que tem a chance de conhecer alguém com uma alma tão linda como a sua.

fico feliz de me acompanhar no aeroporto, de imaginar filmes do boça, de andar de carro com a nossa grande família, de andar de trem com você, de me matar de rir com você, de ficar na sua casa, de ganhar um dengo antes de dormir, de segurar sua mãozinha por aí.

prometo que vou estar com você pra tudo que tenha ar, er, ir, or, ur. prometo também que vou continuar seguindo o combinado do nosso pacto (foi muito lindo aquilo). e, por fim, prometo que nunca vou te deixar só.

você é minha jóia rara, é minha cor, minha flor, minha cara. é uma parte de mim.

eu amo seus detalhes, eu amo (muito!) você.

'que sorte a nossa hein!'

curiosidade.

uma vez me perguntaram o porquê de ser você. me falaram que só te vi três vezes, que você não puxa conversa -tampouco dá continuidade em uma-, que vive implicando comigo e que eu, na realidade, não sei nada de você. só sei que você vive me confundindo.

é estranho gostar tanto de você sem saber como você, de fato, é. estranho também é o coração bater mais forte ainda quando você me dá o mínimo de atenção.

no fundo, eu queria mesmo conhecê-lo. queria saber das suas coisas, dos seus sentimentos. acredito que por trás das suas chatices (e até grosserias), existe uma pessoa muito boa e muito pura. quem sabe um dia eu tenha a sorte de conhecê-la e só assim então, serei feliz, bem feliz!


ps: eu acho que não sei o porquê de gostar, mas talvez a curiosidade tenha me levado à isso.

Tudo era apenas uma brincadeira...

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo,
Vi que sem você não há caminho,
eu não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim como
eu sonhei um dia
Quando o meu mundo era mais mundo
e todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, mais carinho, mais calma,
mais alegria
No meu jeito de me dar
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada
Por outra pessoa
Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio

A esperança é um dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu serei mais feliz.



Caetano Veloso- Sonhos (viciei! mesmo não tendo tanta esperança.)

aniversário da bruna.

tô aqui pensando, pensando, pensando e queria escrever algo diferente pro aniversário da bruna.
eu ia fazer algo diferente, que nunca fiz. ia pegar o ônibus, ir pra ribeirão e bater na porta pra dizer (cheia de felicidade): oi, bruna, parabéns! mas, infelizmente, esse 'plano' não pôde se realizar. eu já até me acostumei com isso, mas dessa vez a culpa não era do meu 'medo' ou da minha preguiça ou de qualquer falha minha, a culpa era de ninguém. são essas peças que a vida nos prega. não deu, não dá e não dará. ponto.

(agora vou começar a escrever pra ela!)

em 2006: eu acordo e vejo que a casa está até que lotadinha. me troco, tomo café, escovo os dentes, almoço e te ligo:
-ou, o que você vai fazer hoje, bruna?
-...ah, sei lá, isa. as meninas vão vir aqui, vem também!
-huum, beleza. vou ver aqui e mais tarde eu passo aí.
-não, mas vem sim!
-tá, tá.
vou lá fora e o telefone toca. era você:
-ou, é meu aniversário.
*isa pega a agenda pra confirmar o dia*
-você sabia?
-noooooooossa, bru, é mesmo! me desculpa. parabéééns, tudo de bom!
-gente, que horror você esquecer. :o
é, eu fui muito horrível de esquecer, você já era quase minha 'não-pá furada'.
fui pra sua casa, te abracei, pedi desculpas (rindo, claro, porque com você sempre foi assim. se uma das duas fizesse algo não-tão-certo* com a outra, mas fosse engraçado, a gente ria). e eu passei o resto da tarde com você, e depois a noite veio recheada de mais e mais conversas.
assim foi meu primeiro aniversário com você, bru. pelo menos, é o que eu considero, porque nos outros a gente nem era tão amiga, era só colega.

2007: você resolve ir pra três lagoas prestar ufms. você e a yah me ligam chorando e começam a cantar nossa música. meu pais estavam viajando também e eu estava na laura. fui pra peteca, a gente ia organizar seu primeiro aniversário surpresa! foi um rolo só, a gente não tinha noção de nada, não sabíamos o que comprar, quanto comprar e por aí vai. eu lembro que não fiz quase nada, mas estava mais animada que todas.
de noite fomos pra sua casa e eu encontrei alguém tão feliz quanto eu: sua mãe! lembro que ela disse umas frases tão gracinhas, típicas dela.
tive que expulsar uns meninos que ficavam na porta da sua casa, dando bandeira de que algo ia acontecer. depois, fiquei com a perna doída por ficar lá naquele canto abaixada pra espionar sua chegada. de repente, começo a escutar uma 'buzinação' só. pensei: hum, é o pai da lali dando o alerta. e era! a gente foi correndo se esconder lá no fundo e...SURPRESA! *tô aqui vendo as fotos desse dia e em uma delas, bem na sua entrada, meu sorriso tá mais de felicidade que o seu. e eu tô super organizadora de festas*

2008: você se muda e meu plano não dá certo. mas você sabe que eu estou com você, não só hoje, mas sempre.
ah, a gente 'cresceu' juntas, bru, e hoje você já tem 18 anos! não sabe o quanto espero o dia em que vou te ver. não vejo a hora de conversar com você sobre todas coisas, sobre nossos amores (mais os meus, porque você não tem sentimentos! haha zueira!), sobre nossas amizades, sobre as coisas simples, sobre filmes, sobre músicas, sobre o nosso país, sobre o socialismo, sobre as guerras, sobre qualquer coisa mesmo. saudade de rir loucamente com as coisas mais tontas que eu e você fazemos quando estamos juntas. ah, chega logo pra eu deixar meus sapatos espalhados pela sua casa.

pra finalizar: parabéns, ‘bruk lok’. todos abraços, beijos, sorrisos pra você. e que os passarinhos cantem a mais bela música pra você acordar (?). você merece tudo que há de bom! muita paz, amor e saúde, bru. espero que nesse ano você consiga entrar na faculdade que quiser, e no dia que passar (e quando se formar), eu vou estar ao seu lado batendo palmas de pé pra você.
AH, não se esqueça da nossa fazendinha, tá? :D a gente pode construir no seu aniversário de 34 anos!
te amo muito e sem você sou pá furada.
beijãozão, chute na canela e fica com Deus.



*o não-tão-certo são coisas bobas que a gente acaba se apegando, às vezes.

-você se sente vazia?

-na realidade, acho que meu problema é outro. me sinto cheia demais.

uma revolta e uma graça.

revolta: a sujeira que é a política. eu não me conformo (mas não me conformo mesmo!) com a coragem que as pessoas têm de se vender. não me conformo com a falta de pudor e de dignidade que essas pessoas têm de roubar dinheiro do povo que o elegeu para gastar com coisas fúteis e não fazer melhoria alguma. não me conformo com a traição entre amigos que existe nesse meio e nem com o jogo de interesses.

graça: um ato do meu pai. nós estávamos chegando na minha vó, e ele brincava com aquelas bombinhas que só servem pra fazer barulho. então, ele olhou para minha mãe e disse 'toma, amor, joga uma! vai acabar junho e você não estorou nenhuma'. achei tão bonito.

'polícia e ladrão'

e bateu o esperado sinal.

nós quatro estávamos sorridentes demais, e o meu sorriso era típico de criança arteira. coloquei a mochila naquela janela azul desbotada, e fui contornar a sala para pegá-la do outro lado. me deparo com o monitor e, antes mesmo dele perguntar, eu respondo: nossa, a laura é fogo. jogou minha mochila aí só pra eu ficar procurando!

ele me olhou com cara de quem sabia de tudo, mas ia deixar essa passar. então, fui me direcionando à bia e pedi para ela levar minha mochila pra casa, ela aceitou. enquanto as meninas distraíam o sérgio (o monitor), o pedro e o eduardo seguiam para ver por onde íamos passar. eu e a laura, cansadas da espera -que não durou nem dois minutos!- fomos atrás de outra saída.

de repente, nos encontramos naquele imenso gramado e nos encontramos também com a drielli, que pretendia fazer o mesmo que a gente. nos apressamos e puxamos a escada pra perto do muro. porém, quando a drielli estava quase do outro lado o sérgio apareceu. como eu não sabia lidar com tal situação, comecei a correr em círculos. estava na cara que era a primeira vez que eu fazia aquilo.

quando percebi que ele estava mais calmo, corri até o pátio e pedi para o meu irmão chamar a laura. ele chamou, mas não chamou só ela. na frente da biblioteca estavam umas quinze pessoas, todas agitadas. até que o monitor aparece de novo e com uma câmera na mão, pronto para pegar todos no flagra!

ele tirou a foto e se retirou, com ele foram todas as pessoas, menos nós quatro. assim, fomos até o pequeno muro e com a ajuda do pedro, do duds e da laura, eu consegui pular.

fim. eu consegui matar aula pela primeira vez!

!

é tão bom sentir-se querida. a bruna sempre me faz sentir assim. ouvir as histórias dela, poder rir e chorar em qualquer momento- segundo a nat, só a bruna consegue rancar de mim a risada mais sincera de faltar ar-. se ela soubesse o quanto eu a amo e quanto ela me deixa mais feliz, eu nem sei, viu.

perceber que a zinha se importa comigo, me faz suspirar como quem quer dizer 'ufa, ela gosta de mim!' .

fiquei feliz da ná ter ido me ver (aliás, eu sempre fico). fico feliz de ficar sem fazer nada com ela e de ela sempre deixar escapar alguma coisa da sua vida.

quando a nayara chegou no dia 22 (aniversário dela), não pude- e não queria- esconder a vontade de dar um abraço sufocante nela. ela, por sorte minha, retribuiu. quem estava me abraçando era a nayara-didi, aquela mesma do ano passado. senti a amizade forte bater com mais intensidade e, ah, que felicidade.

felicidade é também me sentir parte da família linda da lala. é ouvir a carol e a bia cantar as músicas mais bonitas, poder sentar no colo e dar um abração sempre que precisar. é saber que a lala é amiga pra vida toda. é ser aconselhada pela tati até às 5 da manhã.

ver a mari dançando e cantando (errado, diga-se de passagem) e ter a nat como amiga-irmã é alegria na certa. ainda mais depois das conversas de amor, dos vídeos dançantes e dos 'colos'.



só que agora me deu saudade de você. e começo a achar que a gente nunca vai se dar bem, e a culpa é sua (sim, é sua mesmo!). mas também me arrependo de não ter seguido meu impulso de pegar o trem pra te dar um beijo e sair correndo, igual uma garota de 10 anos (e isso é o que menos importa).

ciúmes.

o ciúmes tem acompanhado meus dias. mas, dessa vez, não sou eu quem o sente, são os outros.

fico me questionando se esse danado nos leva à algum lugar.

no meu caso, não levou à lugar algum. confesso que já pequei por ciúmes exagerado, e sinto muito por isso.

ciúmes em pequena quantidade é bom e até saudável. vai dizer que não é bom ouvir aquela pessoa que tanto gostamos nos dizer 'ah, tenho ciúmes, poxa!'. porém, quando ele aparece em excesso, se torna chato e muda de nome, agora se chama vaidade.

ao invés de enciumar, vamos amar!

nós três.

é difícil lembrar do ano passado sem lembrar da bruna e da nayara. nós três estávamos sempre juntas, nossa música era 'fico assim sem você', com a voz da adriana calcanhoto.

era almoço na casa da bruna, cochilo no meu sofá, filme todo final de semana, tardes de 'tombadeza', aniversários supresas (que não eram tão surpresa assim), desenhos, dias coloridos. teve também o dia em que explodi e fui chorar loucamente pra vocês, que choraram junto e me deram todo apoio que precisava- ou até mais que isso.

com a nayara eu ia às missas, com a bruna ia na vó comer bolo.

na despedida, senti uma parte de mim se escondendo, mas sempre soube que ela continuava (e continua!) ali, esperando vê-las de novo pra se mostrar, e se mostrar com muita alegria (por mais que, às vezes, eu não mostre isso).

eu, sinceramente, acho que tudo muda um pouco com essas coisas, sabe. às vezes, é de uma forma tão sutil que a gente nem se dá conta de perceber. hoje, a nayara anda ocupada demais com os estudos e ela não está errada. mas é inegável que ela anda mais fria de um tempo pra cá, mas isso é coisa pequena perto dos sentimentos e dos acontecimentos. a bruna tem que estudar também, não pode ficar me ligando toda hora (assim como eu também não posso). ela tem seus horários, sua 'vida nova', mas sempre dá aquele jeito de não se desligar nunca. e eu continuo aqui. mas depois de tudo muitas coisas me afetaram- coisas boas, coisas ruins-. mas consigo viver em paz. eu presto mais atenção nas coisas simples (e tenho tempo para isso), me encanto com pequenos gestos. também tenho meus momentos de chatisse, de raiva, de nostalgia.

não se esqueçam que eu tenho todos os planos no coração, e não no papel.

amélie.

-Ela parece distante.
-Talvez seja porque está pensando em alguém.
-Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?


dia azul.

ontem minhas perguntas me roubavam o ar, faziam minhas pernas tremer e meus suspiros se prolongarem. será que eu devia saber de tudo mesmo? será que devia falar o que sinto e pronto? ou será que devia me esconder e soltar um 'ah, que bom'?

nos minutos de angústia, a bruna me disse: você não pode ficar sentada vendo a vida passar não, sabia? e eu nem sei se sabia, mas acho que consegui (por pouco tempo) tirar a ilusão -que sempre aparece quando menos espero- da minha frente, e vi como o mundo está de verdade. não digo o mundo como um todo, digo o meu mundo.

quando fui naquela festa, no início me senti perdida, depois até que confortável. assim, nós seguimos e eu ainda consegui falar com você. só não entendi o porquê de estar tão mal humorado comigo, quem tinha esse direito era eu, não você. e você ainda me chamou de 'bicha'! eu sei que é costume, ou sei lá o que. mas queria que soubesse que eu odeio quando me chama assim, parece que você usa isso pra fugir dos assuntos. desde quando ficar sensibilizada com alguma coisa é 'bichisse'?

mas, que seja, hoje o dia tá azul e eu tô até que bem. acho que agora a serenidade tomou conta de mim. então, que continue assim.

ontem e hoje.

estava na escola com a laura e, de repente, começamos a escutar aquela música velha que diz: eu já não sei mais, não sei viver sem ter você. confesso que sabia a música de cor e, sem que eu esperasse, me vi cantando. era como se me visse com meus treze anos (será que tinha só treze?).

depois de toda aquela cantoria (e nostalgia?) começamos a conversar sobre algumas coisas que gostávamos, sobre as músicas que escutávamos e sobre as coisas que fazíamos. não havia ninguém melhor para estar conversando sobre tal assunto. a laura e eu sempre fomos super amigas-inseparáveis (hoje não tão inseparáveis assim, mas o que importa é a amizade, que é muito forte!).

quando vim pra casa, fiquei pensando em como eu era antes e como sou agora. houve, de fato, MUITAS mudanças. mas ainda assim, algumas coisas permanecem iguais: continuo com o mesmo 'jeitinho', o mesmo modo de me entregar a qualquer pessoa que me dê um pouco de atenção e faço a mesma cara quando fazem algo que desaprovo.



pra você, laura. :D

dia dos namorados.

e eu gosto de ficar só, mas gosto mais (BEM mais) de você.

sua novidade.

ontem minha felicidade foi tamanha ao te 'ver' empolgado (e surpreso!) com a sua novidade que tive que dividi-la com os outros. saí correndo para contar pra minha mãe e ela me perguntou: e esses olhinhos brilhando? eu fiquei sem graça e saí do quarto gritando: não estão brilhando. estou feliz pelo meu amigo, oras! é uma oportunidade e tanto!

ao entrar no meu mundo, comecei a sorrir feito boba. fiz tudo que tinha pra fazer com uma alegria estampada na cara.

a noite foi chegando e liguei pra naty, queria contar para ela como andavam as coisas por aqui e queria saber como ela estava por lá. no meio, pedi pra ela colocar no viva voz. e tudo por um único motivo: queria que a lala e a peteca também soubessem da notícia.

eu e a peteca chegamos à conclusão que a minha 'queimadura' já é de terceiro (ou até mesmo quarto!) grau.

é, pode ser...


ps: eu tô torcendo muito pra tudo dar certo. (:

roteiro de um filme sem fim.

sexta me deparei com a certeza de que eu estava, de fato, apaixonada. então, fui até a casa da lala para contar tudo (tudo mesmo!) o que aconteceu e o que acontecia. ela me entendeu e me pediu pra tentar. a zinha me pediu a mesma coisa.

voltei para a minha vó, e o nervosismo me fazia companhia. a bruna chegou, eu não conseguia nem dar o abraço que ela merecia, e só quando ela saiu pela porta, me dei conta do ocorrido. com isso, a tristeza se fez mais forte. eu não podia nem levantar da cadeira para ir me arrumar (eu já havia combinado de sair). e não podia deixar minhas amigas na mão, logo elas que sempre fizeram de tudo por mim.

a noite teve algumas risadas, mas as minhas soavam desesperadas. a bruna me acompanhou na volta, e ficou durante um tempo comigo. a gente ia deitar e tirar um cochilo, mas como eu não conseguiria, chamei ela para ver uns vídeos. entre eles, estava 'nicest thing' e bastou passar a primeira cena pro encanto (acompanhado de uma certa tristeza) vir de encontro a mim. quando ele terminou, meus olhos e os olhos da bruna continham lágrimas. no final, as minhas eram de confusão. enquanto minha cabeça parecia estar rodando, eu podia escutar a voz da bruna me dizer: eu não vou deixar você desistir, não vou.

ela se foi, e eu resolvi descansar. deitei e me encolhi entre os endredons, não demorou muito pra cair no sono.

o novo dia chegou e trouxe um sol com ele. fui até a bruna para assistir 'paris, te amo', em um dos curtas deste eu lembrei tanto de você. queria voltar pra casa caminhando, olhando o céu. queria ter alguns minutos de paz. a bruna insistiu em me acompanhar, e nessa hora eu estava tão encantada! e ela (bruna) repetia: você é tão sonhadora, isa. não conheço ninguém que seja mais que você. acho que assiste tantos filmes, que pensa estar em um deles.

fiquei pensando no que a bruna falou, mas depois nem tive tempo pra isso. meus pais chegaram e eu confesso que precisava de um 'colo de mãe'.

nós saímos a noite, foi muito legal e minhas risadas foram mais verdadeiras. naquelas horas, eu sabia onde estava. sabia e não achava nada ruim.

voltei para casa e tive um sonho com você. nele você me abraçava tão forte e durante tanto tempo, que quando acordei estava feliz. mas a felicidade não durou muito, porque minha mãe chegou com uma notícia triste e mais tarde recebi outra, que apertou durante um bom tempo meu coração. era você que não tinha o direito de fazer isso comigo ou era eu que não tinha o direito de fazer alguma coisa?

com isso, comecei a sentir saudade daquilo que não aconteceu. senti saudade de dormir abraçada com você, de jogar video game, de ver filme e sorrir no meio sem nem saber o porquê, de compor uma música e depois cantar (você com o violão e eu com a voz), de fazer um bolo e não conseguir terminar, porque comemos o brigadeiro antes e ficamos sujos com os ingredientes, dos abraços na grama, de ver o pôr e o nascer do sol ao seu lado, dos beijos embaixo da chuva.

ah, tantos planos que eu fiz pra nós.

talvez um dia eu tenha a coragem de te dizer isso, e talvez um dia isso possa vir a acontecer (por um milagre, claro).


'I wish you'd never forget the look on my face when we first met'